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Rondelli com Massa de Pastel

28 de fevereiro de 2012

De tempos em tempos surge uma moda nos blogs de culinária. Este Rondelli com Massa de Pastel foi uma delas.  Acho que foi no ano de 2009 ou 2010 que ele se alastrou pela net e quase todo mundo fez.

Mas eu só agora resolvi fazê-lo, não sei por que motivo (é, nem sempre me conheço, contudo é melhor assim, pois vai lá que tenho uns diabinhos escondidos... Prefiro não sabê-los!). Bom, a verdade é que a idéia veio num ótimo momento, em que estava precisando de uma receitinha moleza e bem gostosa. Acertei em cheio! E os “animais” daqui de casa comeram feito jumento...*

Se você ainda não fez este rondelli,  aproveite a primeira oportunidade e presenteie seus amigos e familiares com ele. Todos ficarão babando e imaginando que você teve um trabalhão para dar-lhes um prato tão bonito e tão saboroso, e você ganha uns elogios sem ter feito quase nada. Bom, não é?

Como não podia deixar de ter uma sobremesa, a preguiça me fez escolher a velha Mousse de Bis*, cuja grande mão de obra é “descascar” os Bis, especialmente porque não fiz em tacinhas e sim direto no marinex filetado de 25cm de diâmetro. Na foto 5 dá pra ver o “capricho” com que coloquei os Nescal Balls (juro que não tinha bebido!)... Mesmo assim, estava deliciosa.

*Expressão cearense usada para quem come demais.

Créditos: receita baseada no Rondelli Delícia do blog Virbrandi


Na foto 5 vê-se a mesma receita de Mousse de Bis já publicada, contudo, optei pelo marinex redondo filetado de 25cm, em vez das tacinhas individuais, exatamente por ficar super-rápida de fazer.

Receita de Rondelli com Massa de Pastel

Ingredientes
1. 1 rolo de massa de pastel (400g) (usei Massa Leve)
2. 400g de queijo mussarela fatiado fino (24 fatias*)
3. 400g de presunto de peru fatiado fino (28 fatias*)
4. 1 copo de requeijão (220g)

5. 1 caixa grande (520g) + 1 caixa pequena (260g) de molho de tomate (usei Pomarola Mais Manjericão)
6. 1 lata  de creme de leite COM soro (300g) + 1 caixa  de creme de leite (200g)

7.100g de queijo parmesão ralado grosso para polvilhar

*O fato de ter levado mais fatias de presunto que de mussarela deu-se em razão da fatias dos primeiros estarem bem menores.

Preparo
1. Desenrole a massa de pastel na bancada e corte na metade do comprimento sem retirar o plástico protetor, o qual vai ajudar na hora de enrolá-la como rocambole. Vão dar dois pedaços de um pouco mais de 50cm cada. Coloque-os lado a lado, no sentido do comprimento e passe uma camada fina de requeijão com as costas de uma colher de sobremesa (foto 3a). Leva meio copo do requeijão.

2. Ponha uma camada de presunto e, por cima, uma camada de mussarela. Enrole como rocambole, no sentido do comprido, com ajuda do plástico protetor (foto 3b).
Numa tábua de carne, corte cada rolinho em fatias de aproximadamente 3cm (foto 3c). Rendeu 16 rondellis.

3. Acenda o forno a 220º.

4. Ponha um pouco de molho de tomate no fundo de um marinex retangular grande de 35x22x4cm e distribua por cima os rondellis: dá 4 fileiras com 4 rondellis cada (foto 3d). Coloque uma colher de sobremesa de requeijão em cima de cada rondelli – o meio copo restante (foto 4a).

5. Numa tigela média, ponha o molho de tomate e o creme de leite. Misture bem e, com ajuda de uma concha de sopa, verta este molho sobre os rondellis. Regularize a superfície com uma colher de sopa, polvilhe com o queijo parmesão (foto 4b) e leve para assar durante 35-40 minutos ou até que o queijo esteja derretido e o molho comece a subir fazendo borbulhas (foto 2). Sirva puro ou com uma saladinha de folhas. É esplêndido de qualquer jeito!

Como Fazer um Banho-maria: Pudim de Leite com Requeijão

10 de fevereiro de 2012

Este post, assim como o anterior a este (Banho-maria e Suas Funções)  é dedicado especialmente aos iniciantes na cozinha, cuja experiência ainda é pouca e que necessitam de maiores esclarecimentos para executar as receitas que pedem banho-maria sem, no entanto, explicá-lo. O que está totalmente dentro daquilo a que uma receita se propõe, já que ela é um guia de procedimentos para se fazer uma comida qualquer, não cabendo nela maiores explicações. Se uma receita fosse descrever pormenorizadamente a razão de cada uma de suas etapas, ficaria imensa e extremamente confusa. 

Escolhi uma receita de pudim de leite condensado com requeijão para demonstrar o banho-maria, e fui muito feliz porque, além de muito gostosa, ficou pouco doce, ao contrário do pudim só com leite condensado, que é muito doce para o meu paladar. Tenho certeza que você também vai adorar!

Créditos: Pudim de Leite Cremoso; Revista Série Puro Sabor, Ano 7, nº 33, 2011, Pudins, p.20

FOTO 3: Eliminei porque ela era igual à foto 5d e totalmente desnecessária. Por esta razão, da foto 2 se passa para as fotos 4.


Receita do Pudim de Leite com Requeijão
Ingredientes  *Xícara: 190ml *Colher de sopa: 15ml
Pudim
1. 1 lata de leite condensado (395g)
2. 2 latas de leite de gado: medidas na latinha do leite condensado (580ml) 
3. 220g de requeijão cremoso (usei Nestlé Light)
4. 3 ovos médios
5. 1 colher de sopa rasa de farinha de trigo

Calda 
• 1  xícara de chá de açúcar (era 1 ½ xícara)
• 1/2 xícara de chá de água.

Preparo
A) Como Fazer o Banho-maria
1. Antes de iniciar a confecção da receita, selecione uma forma redonda de anel (funil) de 22x7,6cm, de tamanho adequado ao pudim. Faça uma tampa para a forma com um pedaço duplo de papel alumínio (lado fosco voltado para fora. Segundo os entendidos, se o lado brilhante ficar para fora, ele reflete o calor, reduzindo a temperatura e aumentando o tempo de cozimento). RESERVE.

2. Escolha, então, a assadeira em que vai fazer o banho-maria. Como? Meça a altura da forma de pudim e marque a metade da altura* com uma caneta definitiva (foto 4a); no caso, a metade da altura deu 3,8cm. Coloque a forma de anel (funil) selecionada dentro de uma assadeira redonda de uns 6cm de altura e que deixe uma distância de 2-3cm entre as paredes da assadeira e a forma do pudim. Uma assadeira de 26x6cm fica ótima** (veja foto 4c). Encha a forma de pudim com água e coloque-a dentro da assadeira do banho-maria (foto 4c).  Ponha um litro de água numa jarra medidora (foto 4d) e verta na assadeira do banho-maria até alcançar a marca feita com a caneta, isto é, a metade da altura da forma de pudim (foto 5a). Veja quanto de água sobrou na jarra,  diminua de 1000ml e anote esta quantidade na sua receita para não precisar medi-la nas próximas vezes. Na minha jarra sobraram 200ml, indicando que são necessários 800ml de água para o banho-maria. Descarte a água das duas formas e seque-as.

3. Acenda o forno a 220º e coloque imediatamente a assadeira do banho-maria dentro do forno.  Marque 10 minutos e ponha a água do banho-maria (800ml) para ferver. Quando a água estiver fervendo, calce luvas de silicone e derrame-a na assadeira que está no forno.

B) Calda 
Ponha o açúcar e a água num papeiro e leve ao fogo alto, sem mexer. Quando começar a fervura com bolhas grandes, abaixe o fogo e deixe cozinhar até obter um caramelo dourado. Quando o mel começar a dourar nas bordas, mexa o papeiro de um lado para o outro para ir misturando o mel dourado das bordas com o mais claro do meio do papeiro. Volte o papeiro ao fogo e quando as bordas voltarem a dourar, faça o mesmo procedimento de mexer o papeiro. Repita esta operação quantas vezes forem necessárias para obter um mel bem dourado. Despeje-o, então, no fundo da forma de funil e, usando luvas de silicone, gire a forma várias vezes para untar a lateral com a calda (foto 5b).

C) Pudim
Bata no liquidificador o leite condensado, o leite, o requeijão, os ovos e a farinha de trigo até obter uma mistura homogênea. Despeje na forma caramelada e, usando luvas de silicone, coloque-a dentro da assadeira do forno, cuja água estará fervendo (foto 5d ). Deixe assar em banho-maria por 1:20 hora ou até firmar. Aos 50 minutos, quando a parte de cima do pudim já estiver bem corada, com auxílio de um pegador de salada ou de macarrão, coloque a tampa de papel alumínio reservada sobre a boca da forma***. Aumente então a temperatura para 235º,  deixando assar por mais 30 minutos ou até firmar. Apague o forno, remova a tampa de alumínio com um pegador e retire a forma de anel usando luvas de silicone nas mãos para protegê-las. Deixe esfriar sobre uma grade e leve à geladeira por 4 horas. Após este tempo, usando novamente luvas de silicone, passe o fundo e a lateral da forma na chama da boca do fogão para derreter a calda de caramelo e soltar o pudim. Vire-o, então, no prato de servir. Está pronto seu delicioso pudim feito no banho-maria!


*A quantidade da água usada no banho-maria varia, conforme a receita, de 1/3 a ½ ou a 2/3 da altura da forma. Nos bolos-pudins, como o Luiz Felipe, usa-se pouca água, geralmente menos de 1/3, pois ele não deve ficar excessivamente cremoso. A maioria dos pudins pede metade da altura e só poucas receitas pedem 2/3 da altura da forma para a água.

**Como eu não tinha nenhuma assadeira desta altura nem encontrei no dia em que queria, comprei uma frigideira baratinha de alumínio de 26x6,5cm (foto 4b) da fábrica Alumínio Ceará (Ironte) e mandei cortar o cabo e lixar as asperezas numa lojinha que conserta panela, situada na garagem do shopping Center Um. Ficou excelente!

***Se preferir que a parte de cima do pudim fique de cor clara, tampe a boca da forma com o pedaço de papel alumínio logo após despejar o pudim cru na forma.

Dica: Deixe no forno a assadeira do banho-maria e só retire-a quando a água restante estiver morna ou fria, para evitar queimar-se.

Banho-maria e suas Funções

Este post é um resumo dos meus estudos sobre banho-maria, realizados no ano passado, em virtude de ter sentido necessidade de saber mais sobre este tema. Como achei bastante interessantes e proveitosas as informações que obtive nos diferentes sites da net, considerei que poderiam também ser úteis a outras pessoas que, como eu,  apreciariam conhecer as razões porque se utiliza o banho-maria no cozimento de determinadas comidas, isto é, quais suas finalidades e funções culinárias.

Sem mais delongas, vamos direto ao assunto.

Créditos: TLC ; POST-GAZET.com ; HERALD SUM ; COOK’S COUNTRE.com ; CANADA.com ; URBANFOODIE e WIKIPEDIA.


O que é banho-maria? 
É um método de cozinhar no forno ou na boca do fogão, no qual, para evitar o aquecimento rápido e excessivo de um alimento, a forma que o contém é colocada dentro de uma assadeira com água fervendo. Por quê? Porque, como a água a fervente não pode ultrapassar 100ºC (acima de 100ºC ela evapora), a comida que está dentro da forma também não ultrapassará os 100ºC.

Uma explanação necessária: cozinhar implica em fazer uma comida empregando água ou calor úmido. Exemplos: cozinhar o frango numa panela com o refogado e um pouco d’água, colocando-se a panela sobre a chama do fogão; fazer um cozidão de carne na panela de pressão; cozinhar as vagens ou cenouras no vapor de uma cuscuzeira com água no fundo dela etc. Quando se faz uma comida numa assadeira colocada diretamente na grade do forno, diz-se que está assando-a, significando que o tipo de calor empregado é seco. Exemplos: assar um peru, um frango ou um bolo.


Qual a finalidade do banho-maria? Obter uma textura leve, macia e cremosa da comida, como em pudins, custards, quindins, bolos-pudins etc. Veja na foto 2 a cremosidade de um bolo-pudim Luiz Felipe resultante de ter sido cozido no forno, em banho-maria.


Como o banho-maria funciona para que possa resultar nessa textura leve e cremosa da comida? Mantendo a temperatura da forma ou panela (no forno ou na boca do fogão) sempre baixa, constante e uniforme, porque age como:

1. Isolador da temperatura do forno ou da boca do fogão, evitando que a comida que está no banho-maria atinja altas temperaturas, o que resultaria num cozimento rápido e excessivo (supercozimento), com conseqüente endurecimento da mesma. Relembrando: como a água do banho-maria não pode ultrapassar os 100ºC, qualquer coisa que esteja em contato com ela também não poderá ultrapassar os 100ºC, mesmo que o forno esteja a 180ºC ou mais.

2. Gerador de um aquecimento bem distribuído, de forma que não há diferença entre o cozimento (endurecimento) das partes externa e interna da comida;

3. Produtor de cozimento extremamente lento da comida, de maneira que é preciso um longo tempo para que ela chegue ao seu ponto ideal. Ponto este que se mantém durante um maior período de tempo, permitindo retirá-la do forno ou da boca de fogão quando ainda está em seu ponto ótimo de cozimento. Em outras palavras, não faz diferença -- a não ser em cremes delicados como os custards – se retiramos a comida agora ou daqui a 5 minutos. Seu ponto ótimo não muda rapidamente, em virtude de a temperatura ser mantida baixa e constante.


OBS.: Para completar seus conhecimentos, veja o post ulterior a este, intitulado “Como Fazer um Banho-maria: Pudim de Leite com Requeijão”

Bacalhau a Espanhola da Vovó

27 de janeiro de 2012

Vovó era Portuguesa, mas havia muito contato com a Espanha através de parentes que lá moravam. Acredito que este bacalhau tenha sido uma receita de algum parente espanhol. Já comi bacalhau de mil modos, todavia nenhum satisfaz o meu paladar como este da vovó. Este é o meu bacalhau preferido; é perfeito em tudo: no equilíbrio do refogado, na complementação da azeitona preta, na quantidade de azeite, no ovo batido para apurar o sabor e não deixar evaporar os líquidos, o que daria ressacamento no bacalhau.
Enfim, é o divino do divino. Pode fazer e ter o prazer de um bacalhau no ponto, perfeitíssimo.

Há um único segredo: tem que se usar um bom bacalhau e não um peixe qualquer vendido como bacalhau. Outro segredinho, se você fizer cedo e requentar no forno na hora de servir, o sabor fica muito mais gostoso, pois torna-se mais apurado no requentamento. Delicie-se!

Foto 3. A primeira foto da esquerda mostra o bacalhau num bacia alta, na hora de retirar para aferventar.
Nas fotos do lado de superior direito e inferior esquerdo, vê-se o bacalhau desfiado em escamas, significando que é um bacalhau legítimo. Na foto do lado direito de baixo, está o refogado pronto, onde separei do lado esquerdo um pouco menos da metade e do lado direito, um pouco mais que isto.

Receita de Bacalhau a Espanhola da Vovó

Ingredientes *Xícara= 190ml *Colher de Sopa: 15ml
1. 2 kg de filé de bacalhau
2. 800g de batata inglesa
3. Azeitonas pretas grandes (150g)

4. 4 dentes de alho grandes
5. 2 cebolas grandes (450g)
6. 1 pimentão verde médio (80g)
7. ½ pimentão vermelho grande (90g sem sementes)
8. 3 tomates maduros grandes (600g)
9. 1 ½  xícara de chá de azeite de oliva português (285ml) (uso Galo)
10. 3 colheres de sopa de vinagre de vinho (45ml)
11. 3 pitadas de pimenta do reino
12. 1 ½ xícara de chá de folhas de salsa sem os talinhos
13. 5 ovos médios

Preparo
Um OU DOIS DIAS ANTES: Corte o bacalhau em pedaços aproximadamente iguais. Coloque-os de molho em água gelada a menos de 8º de temperatura, de 24 a 48 horas antes (dependendo da espessura), deixando-o na geladeira. Trocar a água 3 vezes ao dia. A última troca de água faz-se na hora de aferventar o bacalhau, somente se água do bacalhau estiver ainda muito salgada, caso contrário, não se troca a água.*

NO DIA:
1. Afervente o bacalhau por 5 minutos somente.  Retire os pedaços de bacalhau da água quente e espalhe numa assadeira grande para amornar. RESERVE a água. Remova as peles e as espinhas e desfie em pedaços grandes, deixando-o, sempre que possível, com aquelas lascas maiores, que parecem escamas (fotos 3b e 3c). RESERVE.

2. Corte as batatas em rodelas não muito finas e cozinhe-as na água do bacalhau, sem deixar ficarem cozidas demais. Retire-as da água com uma escumadeira assim que cozinharem. RESERVE. Retire 1 xícara da água que cozinhou o bacalhau e as batatas. RESERVE.

3. Esprema o alho, corte a cebola em rodelas finas, corte os pimentões em tirinhas. Remova as cascas** e as sementes dos tomates e fatie em rodelas finas. Retire todas as folhas de salsa dos talos e retire também os talinhos das folhas. Deixe cada um deles em tigelas individuais. Numa panela grande, frite o alho em meia xícara de azeite até começar a corar; a seguir frite a cebola até ficar transparente, depois adicione o pimentão e frite até amaciar (ele fica maleável e enrola facilmente), e por fim frite o tomate, sem deixá-lo desmanchar totalmente.

4. Desligue o fogo e acrescente o vinagre, a pimenta do reino, a salsa cortada e o restante do azeite. Adicione 1/3 de xícara de chá da água do bacalhau/batatas reservada.

5 .Num marinex oval grande e fundo de 38x26x6,5cm coloque metade do bacalhau. Arrume as batatas por cima do bacalhau e, entre elas, onde houver uma brecha, ponha uma azeitona preta.  Cubra com um pouco menos da metade do refogado (foto 3d), coloque o restante do bacalhau e espalhe o restante do refogado por último. Veja, pela lateral do marinex, se a mistura de água/azeite está no nível da metade da altura do bacalhau (não é da altura do marinex e sim da do bacalhau/batata/refogado). Ponha mais um pouco da água reservada do bacalhau, se necessário, de modo que ela fique na metade da altura do bacalhau ou um pouco mais.

6. Acenda o forno a 235º.

7. Na batedeira: bata os 5 ovos juntos, até ficarem quase em neve. Ponha os ovos batidos sobre o molho. Deixe descansar 5 minutos antes de ir ao forno para os ovos penetrarem. Com um garfo, perfure com delicadeza em várias partes do bacalhau para que os ovos penetrem um pouco. Leve ao forno, na prateleira mais baixa, o tempo suficiente para cozinhar os ovos, de 25-30 minutos.


*Veja dicas de como demolhar bacalhau nos sites RCSI e Mar da Noruega. 

**No blog Vida Ordinária você encontra o post intitulado “Superação é meu nome do meio”, onde a autora ensina a pelar tomate facilmente. Método excelente -- o melhor de todos que já experimentei!

Bolo de Milho Verde Especial

21 de janeiro de 2012

Encontrei esta receita de bolo de milho no Almanaque Culinário há pouco mais de um ano. Fiz e achei o gosto de milho fraco, enquanto o açúcar era muito para mim, mas seu sabor delicado de pamonha entusiasmou-me para aproveitá-la. Mais uns três testes e acabei ajustando a receita, que ficou muito saborosa e tornou-se meu bolo de milho verde preferido. Espero que você aprecie tanto quanto eu.

Foto 3: Fatia do bolo numa vista mais próxima.

Ingredientes *Xícara de chá: 190ml *Colher de sopa: 15ml *Medidas rasas, salvo exceções explícitas
1. 3 latas de milho verde COM a água da conserva (uso Swift)
2. 1 garrafinha de leite de coco (200ml) (uso Sococo Tradicional)

3. 6 ovos médios
4. 10 gotas de essência de baunilha
5. 150g de manteiga
6. 1 xícara de chá de açúcar refinado (150g)
7. 1 lata de leite condensado

8. 1 xícara de chá + 1 colher de sopa rasa de farinha de trigo (117g)


Preparo
1. Derreta ligeiramente a manteiga. RESERVE.

2. Peneire a farinha de trigo e o açúcar em dois recipientes separados. RESERVE.

3. Unte com margarina e polvilhe com farinha de trigo uma forma de anel grande de 24x7cm (uso da Rochedo).

4. No liquidificador: bata o milho COM a água da conserva e o leite de coco na velocidade máxima por 3 minutos. Na tigela grande da batedeira, peneire metade desta mistura, descarte a palhado milho e peneire o restante, descartando novamente a palha.

5. Acenda o forno a 190º.

6. Na batedeira: adapte a tigela grande com o creme de milho peneirado e acrescente um a um os ingredientes 3 a 7, batendo na velocidade 3 (média)  só até incorporar cada um deles. Adicione a farinha de trigo aos poucos e bata na velocidade 2 (média-baixa) só até incorporá-la. Dê umas batidinhas na tigela contra a bancada para eliminar as bolhas de ar maiores. A massa é bem mole, mas é assim mesmo, pois é um bolo-pudim.

7. Espere completar os 15 minutos de forno aceso, verta a massa na forma de anel e leve para assar por 1:10 hora ou até que o palito enfiado no centro do bolo saia ligeiramente melado. Aos 50-55 minutos de forno, gire a parte da frente da forma para trás para corar por igual. Quando retirar, deixe amornar sobre uma grade. Desenforme duas vezes para ficar com a parte corada para cima: a primeira vez numa assadeira de pizza e a outra, no prato de servir.  Sirva morno ou frio. Tem um saborzinho de pamonha simplesmente maravilhoso!!!

Pão Fácil Temperado

5 de janeiro de 2012

Um dias destes, estava desejando comer um pão quentinho feito em casa; então, recorri à net e encontrei a receita deste Pão Fácil Temperado no blog Amehlia Digital, a qual me despertou o interesse exatamente por ser fácil e parecer muito gostosa. Da primeira vez que fiz, o sabor ficou ótimo, mas a aparência não ficou das melhores (estou sendo gentil comigo mesma para não me desestimular, afinal, fazer pão é um tanto difícil para mim). Da segunda vez, fiz pequenas alterações, e o resultado foi nota dez. Se você sofre de inveja, saiba que fui eu quem comeu aquela fatia quentinha com manteiga Patrícia derretida que está na foto 1...

Bom, se você achou aquela fatia apetitosa, vá à luta e experimente este delicioso Pão Temperado.

Foto 3:  Vista de cima do pão antes de ir para o forno.

Receita do Pão Fácil Temperado


Ingredientes *Xícara Americana: 240ml *Colher de sopa: 15ml *Colher de sobremesa: 7,5ml *Colher de chá: 2,5ml *Medidas rasas, salvo exceções explícitas
Massa
1. 3 ½  xícaras de chá farinha de trigo (420g)

2. 2 tabletes de fermento biológico fresco* (30 g)
3. 1 colher de sopa de açúcar
4. 1 xícara de chá de leite (240ml)
5. 3 ovos médios
6. 2/3 de xícara de chá de óleo (160ml)
7. 1 ½ colher de sobremesa de sal

Para polvilhar
1. 3 colheres de chá de orégano
2. 1 colher de chá de salsa desidratada
3. 75g de queijo parmesão ralado grosso (ou 50g do ralado fino, de pacote)
4. 1/3 de xícara de chá de folhas de manjericão

Preparo
1. Unte com margarina e polvilhe com farinha de trigo uma forma redonda de funil de 24x9cm.

2. Meça ou pese a farinha de trigo. RESERVE.

3. No liquidificador: ponha o fermento esmigalhado, acrescente os ingredientes 3 a 7 e bata em velocidade baixa só até obter uma mistura homogênea. Derrame esta mistura numa tigela grande e acrescente a farinha de trigo de uma só vez, misturando bem com uma colher de pau. A massa fica pegajosa, mas é assim mesmo. Verta-a na forma às colheradas, usando uma colher de sopa (e não a de pau), nivele a superfície com a colher de sopa e cubra a forma com um plástico ou com um pano de prato**. Ponha num local sem vento e deixe crescer por 30 minutos ou até dobrar de volume.

4. Após 15 minutos de crescimento da massa: acenda o forno a 220º. 

5. Após os 30 minutos de crescimento da massa: polvilhe-a com os ingredientes 1 a 4, nesta ordem. Leve ao forno por 25 minutos ou até dourar. Desenforme imediatamente e coloque sobre uma grade: para ficar com o lado corado para cima, primeiro desenforme numa assadeira de pizza e depois, na grade. Após amornar, passe para o prato de servir. Coma quente com uma manteiguinha escorrendo em cima... ou frio, se preferir. É divino!

*Pode substituir o fermento fresco por 20g do fermento seco granulado, de acordo com a receita original.

** Da primeira vez que fiz, cobri com um saco plástico e marquei 30 minutos no timer, esquecendo que o tempo estava quente. A massa cresceu tanto que colou no plástico e, quando puxei-a, ficou uma desgraça de feia, cheia de buracos deixados pelo ar que escapou para a atmosfera. Desta vez agora, cobri a forma com um pano de prato. Aos 25 minutos, o pão cresceu um mínimo e eu então, furiosa, parti para a ignorância e coloquei a forma dentro de um saco de lixo de 15 litros, dobrando a boca e o restante do saco para debaixo da forma – aí não entrava nem saía nem um átomo, quanto mais uma molécula de gás! Ora, 10 minutos depois, o “lindão” estava lá, duplicadinho que era uma beleza...


Dica: a farinha de trigo ideal para fazer pão deve conter elevada percentagem de proteínas, já que a textura da massa do pão resulta da formação de glúten, uma proteína. Os livros recomendam uma percentagem de 13% ou mais de proteínas.
Para saber qual a melhor farinha de trigo, veja no quadro Informação Nutricional, impresso atrás da embalagem, a quantidade de proteínas em 50g de farinha. Se está escrito 5g, então há só 10% de proteínas, sendo esta farinha melhor para bolos, onde se deseja pouco glúten. Se está escrito 6g, então há 12% de proteínas, sendo ela boa para fazer pães devido à maior quantidade de glúten que pode ser gerado. 
Aqui em Fortaleza, nunca encontrei uma farinha de trigo que tivesse mais de 12% de proteínas, a qual seria ideal para pães, de forma que uso uma com esta percentagem de 12%.

Cheesecake de Ricota e Cream Cheese

17 de dezembro de 2011


O velho ditado diz que “a dor ensina a gemer”. Após 1 ano e 3 meses com dor na coluna, resultante de uma cirurgia de hérnia de disco malsucedida – como muitos de vocês sabem --, a dor não me ensinou a gemer, mas a tornar minhas receitas simples ainda mais simples do que já eram, esquivando-me de aumentá-la. Passei então a evitar receitas muito demoradas e a usar marinex, em vez formas de fundo falso, tanto nas tortas doces como nas salgadas. Isto possibilitou-me o prazer de poder cozinhar, apreciar umas receitas gostosas e dar aos meus entes queridos a alegria de vê-los comer com satisfação umas comidinhas bem saborosas.

Este cheesecake* foi um dos resultados dessa fase de supersimplicidade. Além de ser muito prático de fazer, sua massa é de uma delicadeza ímpar.

Vocês devem ter notado que não utilizo a massa de biscoitos maisena na base do marinex, como é de praxe em cheesecakes. Não o faço em virtude de achar que ela altera o gosto suave da massa de queijos, todavia, se é do seu agrado, sinta-se a vontade para acrescentá-la, mas cuidando para que não seja espessa, caso use o mesmo marinex que eu, pois ele tem pouca altura.

Retornando ao cheesecake. Apesar de muito singelo, seu sabor é maravilhoso, dado pelo contraste inusitado entre o meio-doce e meio-salgado do recheio e o doce-azedo da cobertura. Não deixe de fazer e sentir o prazer de comer algo tão singular. E prepare-se para repetir, pois este cheesecake é mais, muiiito mais, do que delicioso!!!

*Aqui no Ceará, usa-se cheesecake como substantivo masculino.

Créditos: Massa baseada na receita do Cheesecake New York Classic do Blog From Our Home to Yours

Fotos 3a e 3b: Frente e verso do vidro de geléia de framboesa e vista de cima do cheesecake

Receita do Cheesecake de Ricota e Cream Cheese
Ingredientes *Colher de sopa: 15ml *Colher de sobremesa: 7,5ml *Colher de chá: 2,5ml 
Massa
1. 350g de cream cheese (uso Polenghi)

2. 350g de ricota fresca em pedaços pequenos (uso Sabor&Vida)
3. 3 ovos médios inteiros (entre 55-59g cada ovo com casca)
4. 300g de leite condensado
5. 1 colher de sobremesa de essência de baunilha

6. 2 colheres de sopa de suco de limão (30ml)
7. 2 colheres de sopa rasas de farinha de trigo

Cobertura*
. 2 vidros de cobertura de framboesa: Himbeer Sauce da Schwartau (250ml) (foto 3a)
. 1 colher de sopa rasa de polvilho doce
. 1 colher de sobremesa de água

Decoração (opcional)
. 16 framboesas frescas para decorar**
. Folhinhas de hortelã ou de casca de limão

Preparo
Massa
1. Unte com margarina até a borda e polvilhe com farinha de trigo um marinex redondo de borda filetada de 25x4,7cm. RESERVE.

2. Acenda o forno a 160º.

3. Meça e pese os ingredientes. Corte a ricota em fatias e depois em pedaços pequenos. RESERVE.

4. Amasse o cream cheese num prato fundo com ajuda de um garfo. RESERVE.

5. No liquidificador: ponha os ingredientes 2 a 5 e bata bem (2-3 minutos), na velocidade máxima, até obter uma mistura homogênea. Desligue o liquidificador e deixe descansar 1 minuto. Ligue novamente na velocidade máxima e acrescente o suco de limão e em seguida o creme cheese, de 4 vezes. Bata até incorporá-los. Baixe a velocidade para mínima e adicione a farinha de trigo, batendo só até incorporá-la. Dê umas batidinhas no copo do liquidificador contra a bancada para estourar as bolhas de ar maiores.

6. Verta no marinex e leve para assar por 35-38 minutos. Aos 30 minutos, quando a borda de trás do cheesecake fica estufada (mais alta que a borda do marinex), gire a parte da frente do marinex para trás usando duas escumadeiras, uma em cada mão, a direita empurrando para trás a alça direita do marinex e a esquerda puxando para frente a alça esquerda do mesmo, objetivando corar por igual, porque no forno a gás a temperatura é mais alta na parte de trás. Deixe assar mais 5-8 minutos ou até que a borda de trás também fique estufada. Sabe-se que está pronto quando toda a borda do cheesecake está estufada e o centro está consistente, de forma que tocando-o levemente com o dedo, este não fica melado, pois há uma fina crosta na superfície central. Desligue o forno e deixe a porta entreaberta uns 3cm com ajuda de um pano de prato dobrado. Retire o cheesecake após 20 minutos de ter desligado o forno e deixe amornar sobre uma grade. Faça então a cobertura. Espalhe-a sobre o cheesecake com ajuda de uma colher de sopa e leve para gelar por 2 horas; distribua então as framboesas frescas sobre a cobertura, coloque algumas folhinhas de hortelã entre as framboesas e sirva.

Cobertura
.Verta num papeiro o conteúdo dos dois vidros de cobertura. Ponha numa xícara de café o polvilho doce e a água, misture e adicione à cobertura. Misture bem e leve o papeiro ao fogo alto até começar a ferver e engrossar um pouco, sempre mexendo. Abaixe o fogo e deixe ferver por 1-2 minutos para engrossar mais e cozinhar o polvilho, mexendo constantemente. Após verter a cobertura no cheesecake, RESERVE o papeiro com o restinho de geléia para pincelar as framboesas frescas.

Decoração (opcional)
.Imediatamente antes de servir, acrescente 2-3 colheres de chá de água (10-15ml) à geléia reservada no papeiro, aqueça e pincele as 16 framboesas frescas com um pouco dela, descartando as sementes, claro; distribua-as sobre a cobertura, no centro da forma (fotos 1 e 3b) ou como você achar mais bonita, acrescentando algumas folhinhas de hortelã (como eu não tinha hortelã em casa, retirei com uma faca, no sentido vertical, 4 pedaços de casca de limão e recortei-as com tesoura, dando-lhes o formato de folha – um recurso que uso sempre que não tenho hortelã).

*Você pode optar por qualquer tipo de cobertura: geléia de morango, de goiaba, de frutas vermelhas, de framboesa etc. Se a geléia for espessa, adicione um pouco de água e leve ao fogo para torná-la mais fina.

**Acredite, comprei uma caixinha de 100g de framboesa e só consegui salvar 16 unidades bonitinhas para a decoração. Cozinhar aqui em Fortaleza não é fácil... Mas o diacho é que adoro esta cidade, mesmo com suas dificuldades de bons produtos culinários.
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